Projecto Descarte traz alunos do secundário à Ammaia

No âmbito do projecto Descartes – Descobrir as Ciências pela Arqueologia e as Artes, foi realizada, na Ammaia, a primeira visita guiada a 40 alunos do 12º ano da Escola de Sº. Lourenço de Portalegre. O projecto Descartes é promovido pelo Laboratório Hercules – Herança Cultural, Estudos e Salvaguarda, da Universidade de Évora em colaboração, entre outros, com a Fundação Cidade de Ammaia. Este projecto, que tem um blog com o seu conteúdo, http://projetodescartes2013.blogspot.pt/ tem como objectivos aproximar os alunos do Ensino Secundário da Universidade e estabelecer parcerias entre as escolas e a Universidade e seus parceiros científicos, neste caso a Fundação Cidade de Ammaia; permitir aos alunos conhecer e enquadrar a escola no seu território arqueológico e fomentar uma colaboração estreita entre a Universidade de Évora e as escolas do Alentejo e os campos arqueológicos, criando parcerias que poderão persistir mesmo depois do período de execução do projecto e, através desta partilha de recursos e saberes; contribuir para uma maior motivação dos alunos para os cursos de ciências e tecnologias.

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Fundação Calouste Gulbenkian – prémio Vasco Vilalva 2009

A 2 de Janeiro de 2010, o canal informativo da página da Fundação Calouste Gulbenkian noticiava a Ammaia como vencedor do prémio Vasco Vilalva 2009.

Prémio Vilalva 2009 já tem vencedor

Prémio Vilalva 2009

O projecto Recuperação e valorização das ruínas romanas da Cidade de Ammaia, um monumento nacional esquecido, promovido pela Fundação Cidade de Ammaia, é o vencedor do Prémio Vasco Vilalva para a recuperação e valorização do património de 2009. Das nove candidaturas apresentadas, o Júri premiou este projecto por unanimidade, destacando «a grande relevância histórica, patrimonial e técnico-científica do projecto de recuperação e valorização de um sítio arqueológico ímpar no panorama nacional».

A Cidade Romana de Ammaia terá sido fundada em finais do séc. I a.C. e terá sobrevivido enquanto unidade urbana durante seis séculos. Situadas a curta distância da vila de Marvão, estas ruínas formam um dos exemplares mais significativos da civilização romana no Norte Alentejano. Com o intuito de as salvaguardar, foi constituída legalmente em 1997 a Fundação Cidade de Ammaia, proprietária dos terrenos onde se localiza grande parte da área que as ruínas ocupam. A coordenação científica dos trabalhos arqueológicos tem estado desde então a cargo da Universidade de Évora, e como resultado dessa intervenção é hoje possível observar nas ruínas de Ammaia um importante conjunto monumental que inclui o Forum, principal centro da vida política, económica, social e religiosa da região, bem como um complexo termal com diversas estruturas associadas.

No sítio arqueológico foi instituído o Museu Monográfico da Cidade de Ammaia, que apresenta duas exposições com materiais recolhidos ao longo do tempo na cidade. Paralelamente aos trabalhos de escavação e de musealização, a Fundação procedeu também, com o apoio do Museu Nacional de Arqueologia, à implantação de um Laboratório de Conservação e Restauro, equipado com a mais recente tecnologia e que faz com que esta estrutura seja uma das mais bem fornecidas actualmente no nosso país. Este laboratório permitirá efectuar a conservação de praticamente todos os achados da Ammaia e estar aberto a outras entidades, mesmo para o desenvolvimento de trabalhos ligados à formação.

A Fundação Cidade de Ammaia tem tido uma intervenção sobretudo de âmbito local e regional, mas também a nível nacional e internacional, através do estabelecimento de diversas parcerias com instituições públicas e de ensino. No futuro, a Fundação pretende ainda implementar uma rede ligada ao património arqueológico, demonstrando o papel que a cidade de Ammaia teve na época romana, permitindo estabelecer uma visão territorial que abarca grande parte do território do Norte Alentejano.

O Prémio Vasco Vilalva, no valor de 50 mil euros, atribuído anualmente pela Fundação Calouste Gulbenkian para distinguir acções meritórias na área da defesa do património, será entregue no dia 9 de Março, às 11h00, no Auditório do Parque Natural da Serra de São Mamede – Quinta dos Olhos d’Água, em Marvão. Na ocasião, os responsáveis irão apresentar os projectos da Fundação Cidade de Ammaia que estão em curso, na presença da Condessa de Vilalva, do presidente do Conselho de Curadores da Fundação Cidade de Ammaia, Carlos Melancia, do presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Emílio Rui Vilar, e da administradora Teresa Gouveia.

O link para a página da notícia pode ser visto na integra aqui:

http://www.gulbenkian.pt/index.php?article=2423&format=404

Fundação Calouste Gulbenkian – prémio Vasco Vilalva

A Fundação Calouste Gulbenkian criou em 2007 um prémio anual para a recuperação e valorização do património.

Este prémio, chamado Vasco Vilalva, em homenagem a este mecenas a quem o país muito deve na área da recuperação e da valorização do património, destina-se a assinalar intervenções exemplares em bens móveis e imóveis de valor cultural que estimulem a preservação e a recuperação do património.

As candidaturas deste ano a este prémio no valor de 50.000€ estão abertas até dia 2 de Dezembro.

A Ammaia foi o vencedor deste prémio em 2009, confirmando a recuperação e a valorização que as ruínas da nossa Cidade obtiveram.

Vencedores de edições anteriores:

2012 – Tesouro açoriano

2011 – Recuperação e adaptação de edifício pombalino pelo ateliê de José Adrião Arquitetos

2010 – Restauro da Igreja do Sacramento

2009 – Recuperação e valorização das ruínas romanas da Cidade de Ammaia

2008 – Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja (DPHA)

2007 – Tratamento e Divulgação da Biblioteca da Casa de Sabugosa e São Lourenço (Associação Cultural da Casa de Sabugosa e São Lourenço, Lisboa)

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